A comunicação é uma das principais ferramentas de trabalho de um corretor. Uma mensagem bem escrita, uma proposta clara e um atendimento sem erros de português ajudam a transmitir profissionalismo, credibilidade e confiança.
Pequenos detalhes na escrita fazem diferença na percepção do cliente e evitam ruídos na comunicação. Por isso, manter o português em dia também faz parte do desenvolvimento profissional.
Neste compilado de setembro, reunimos 5 dicas de português diferentes das edições anteriores para você escrever com mais segurança no dia a dia.
“Ao invés de” ou “em vez de”?
Essas duas expressões não são sinônimas.
Ao invés de significa ao contrário de e deve ser usada quando existe oposição entre duas ideias.
Exemplos:
- Ao invés de subir, o preço diminuiu.
- Ao invés de aceitar a proposta, o cliente recusou.
Em vez de significa no lugar de ou em substituição a.
Exemplos:
- Em vez de enviar uma mensagem, liguei para o cliente.
- Em vez de apresentar várias opções, apresentei duas propostas.
Dica prática: se não houver ideia de oposição, use em vez de.

“Demais” ou “de mais”?
A diferença está no significado.
Demais indica intensidade ou excesso.
Exemplos:
- O atendimento foi bom demais.
- O cliente ficou satisfeito demais com a experiência.
De mais significa “a mais” ou “em excesso”.
Exemplos:
- Há documentos de mais nesta pasta.
- Você adicionou informações de mais na mensagem.
Dica prática: se puder substituir por “muito”, geralmente o correto é demais.
“Senão” ou “se não”?
Essas palavras parecem iguais, mas têm funções diferentes.
Senão significa caso contrário, defeito ou problema.
Exemplos:
- Envie os documentos hoje, senão a proposta poderá atrasar.
- Não encontrei nenhum senão no contrato.
Se não é a união da conjunção “se” com o advérbio “não” e indica uma condição.
Exemplos:
- Se não receber a documentação, entrarei em contato novamente.
- Se não houver dúvidas, seguimos com a proposta.
Dica prática: quando a frase puder ser entendida como “caso não”, normalmente o correto é se não.

“Meio” ou “meia”?
Essa dúvida é muito comum na comunicação do dia a dia.
Meio é um advérbio e significa “um pouco”. Nesse caso, não varia.
Exemplos:
- Estou meio preocupado com esse prazo.
- A cliente ficou meio insegura com a decisão.
Meia é numeral e indica metade.
Exemplos:
- Meia hora de reunião.
- Comprei meia dúzia de brindes.
Dica prática: quando significar “um pouco”, use sempre meio.
“Bastante” ou “bastantes”?
As duas formas existem, mas o uso depende da função da palavra.
Bastante é advérbio e permanece no singular quando significa “muito”.
Exemplos:
- O corretor estudou bastante.
- Conversamos bastante sobre a proposta.
Bastantes é adjetivo e concorda com o substantivo quando significa “muitos” ou “muitas”.
Exemplos:
- Recebemos bastantes contatos nesta semana.
- Existem bastantes opções de planos.
Dica prática: se puder substituir por “muitos”, o plural é permitido.

Escrever bem fortalece sua imagem profissional!
No mercado de planos de saúde, a comunicação é parte da experiência do cliente. Um texto claro, objetivo e correto transmite mais segurança durante o atendimento e demonstra atenção aos detalhes.
Além de evitar erros, uma boa escrita facilita a compreensão das informações, reduz dúvidas e torna a comunicação mais eficiente em mensagens, e-mails, propostas e contratos.
Comunicação também é um diferencial competitivo
Assim como vendas e negociação, a comunicação pode ser aperfeiçoada continuamente. Aprender novas regras, revisar textos e evitar erros comuns contribui para um atendimento mais profissional e para uma imagem mais forte no mercado.
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