Cervicite: o que é e quais são os sintomas?

Cervicite o que é e quais são os sintomas

A saúde íntima merece atenção, principalmente quando o corpo começa a apresentar mudanças que não são comuns para você. Um exemplo é a cervicite, uma inflamação que acontece no colo do útero e que pode surgir por diferentes motivos.

Apesar de ser uma condição relativamente comum, nem sempre provoca sintomas. Por isso, entender o que é a cervicite e conhecer os sinais que podem aparecer ajuda a saber quando é importante procurar um ginecologista.

O que é cervicite

O que é cervicite?

A cervicite é uma inflamação do colo do útero, região que fica na parte inferior do útero e faz a ligação com a vagina.

Ela pode acontecer por diferentes razões. Em muitos casos, está relacionada a infecções, principalmente algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia, gonorreia e tricomoníase.

Mas não é só uma infecção que pode causar cervicite. O contato com produtos que irritam a região íntima, por exemplo, também pode estar relacionado ao problema.

Por isso, quando aparecem alterações, é importante investigar a causa em vez de tentar descobrir ou tratar o problema por conta própria.

Quais são os sintomas da cervicite?

A cervicite pode não apresentar nenhum sintoma, o que faz com que algumas mulheres só descubram a inflamação durante uma consulta ginecológica.

Quando os sinais aparecem, os mais comuns são:

  • Corrimento vaginal diferente do habitual;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Sangramento depois da relação sexual;
  • Dor ou desconforto durante a relação;
  • Dor na região pélvica;
  • Ardência ou desconforto ao urinar.

Vale lembrar que esses sintomas não são exclusivos da cervicite. Outras condições ginecológicas também podem causar manifestações parecidas. Por isso, a avaliação de um profissional é importante para entender o que está acontecendo.

O que pode causar a cervicite

O que pode causar a cervicite?

Existem diferentes causas para a cervicite. Entre as mais comuns estão algumas ISTs, principalmente clamídia e gonorreia. Outras infecções, como tricomoníase, herpes genital e Mycoplasma genitalium, também podem estar relacionadas.

Além das infecções, a região íntima pode sofrer irritações provocadas por determinados produtos ou substâncias. Nesse caso, a inflamação não necessariamente está relacionada a uma IST.

Ou seja: ter cervicite não significa automaticamente ter uma infecção sexualmente transmissível. É preciso investigar a origem da inflamação.

Como saber se é cervicite?

Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras alterações ginecológicas, não é possível identificar a cervicite apenas pelos sinais.

Durante a consulta, o ginecologista pode avaliar a região e, quando necessário, solicitar exames para investigar a presença de infecções ou outras causas.

Essa avaliação é importante principalmente quando há corrimento diferente, sangramento após a relação sexual ou dor pélvica.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do que está causando a inflamação.

Quando existe uma infecção, por exemplo, o médico pode indicar medicamentos específicos para combatê-la. Já quando a causa está relacionada a alguma irritação, pode ser necessário suspender o contato com o produto ou substância responsável.

Por isso, não é recomendado tomar medicamentos por conta própria. O tratamento correto começa pela identificação da causa.

Quando a cervicite está relacionada a uma IST, o parceiro ou parceiros também podem precisar de avaliação e tratamento, dependendo da infecção identificada.

É possível prevenir a cervicite

É possível prevenir a cervicite?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas alguns cuidados ajudam a proteger a saúde íntima.

O uso de preservativo nas relações sexuais é uma das principais formas de reduzir o risco de diversas ISTs. Além disso, manter as consultas ginecológicas em dia e procurar atendimento quando perceber alguma alteração também faz parte da prevenção.

Outro cuidado importante é evitar duchas vaginais e o uso de produtos íntimos sem necessidade ou orientação, já que eles podem causar irritações e alterar o equilíbrio natural da região.

Quando procurar um ginecologista?

Alterações no corpo nem sempre significam que existe um problema grave. Ainda assim, quando algo foge do seu padrão habitual, vale investigar.

Corrimento diferente, sangramento após a relação sexual, dor durante o sexo, ardência ao urinar ou dor pélvica são sinais que merecem atenção, especialmente quando persistem.

Além disso, mesmo sem sintomas, o acompanhamento ginecológico regular é importante para cuidar da saúde íntima e identificar possíveis alterações.

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